sexta-feira, 21 de abril de 2017

PEOMA: Saudade, parte I.



Aquele poema
remetia a saudade.
Havia um pouco de amor e liberdade!
A ausência me incomodava.
Pensei em nós,
escrevi para nós.
Porém não lembrava dos detalhes.
Julguei-os pela frieza dos sentimentos.
Logo depois lembrei,
que eu, apenas eu,
É que tinha saudade.



                                                                                                                       Giovanna Silva.

domingo, 5 de março de 2017

POEMA: Out someone

                                                      Out Someone

                              Fomos avisados da inconsistência em que vivíamos. 
                              Os gritos contidos queriam ser escutados.
                              Ruínas de um passado não distante, que
                              Agora se faz presente.
                              Tempos difíceis para os sonhadores, já diziam
                              Escutem a história, a
                              Maré virá contra.
                              Enquanto houver esperança,
                              Respiramos (lutamos!).


                                                                                                              Giovanna Silva



sábado, 25 de fevereiro de 2017

Poema: Desespero

DESESPERO

Para onde o poeta
Quer fugir?
Se o destino da humanidade
É permanecer aqui.
A corda não te salvará,
Desce poeta, desce daí.

O destino do poeta
É permanecer vivo.
Deixando flores pelo caminho,
  Deixando amores pelo caminho,
   Deixando saudade pelo caminho,
Deixando poesia pelo caminho,
   Se deixando pelo caminho. 


                                                         Giovanna Silva.

domingo, 27 de novembro de 2016

Poema: Recomeçar

RECOMEÇAR

Hoje eu acordei,
Levantei e me olhei no espelho.
Lá estava a imagem
De quem eu era, de quem eu sou.
Me assustei,
Quando nos detalhes reparei.
Aquele fio branco no meu cabelo
Dizia muito...
A vida estava, a vida está passando,
E eu ainda me questionando?
Por um instante
Pensei o quanto sou errante,
Até me lembrar da humanidade
Em que habito, da vida que sigo,
Da luta em que insisto travar...
Do alto dos meus vinte,
Parafraseando o poeta,
Eu tinha muito para dizer,
Só não sabia como começar...
Deixei o fio branco de lado,
Já estava atrasada.

Permita-me a outro dia recomeçar.


                                                                                                                                        Giovanna Silva.

domingo, 13 de novembro de 2016

O poeta fotográfico.

O Poeta fotográfico 

Luz, câmera, click,
ou não tem barulho.
A fotografia se eternizou
em questão de segundos.
Pés nas mãos,
Mãos nos pés,
Nas grades, multiplicadas
Nas molduras, entrelaçadas...
Pequenos detalhes, imaginação
e reflexão...
A luz do Sol demorou oito minutos,
Cruzou a imensidão.
Iluminou metade da sua face,
INTENSIDADE!
Quem diria, que um dia, as suas 
fotografias
Viria ser tema central da minha poesia! (?)
(virou).


                                                                                                                                          Giovanna Silva

sábado, 29 de outubro de 2016

Foi sem querer.

Era de madrugada, se não fosse os cachorros e nem o barulho das pessoas passando na rua, haveria um silêncio como no espaço ou talvez não, já que na madrugada a brisa quer se fazer presente.
Eu me preparava para dormi, depois de um longo dia de estudos, ás vezes, as doutrinas, as leis me cansam, mas é um fato necessário para que eu respeite o meu limite, já que não sou nenhum robô ou uma supermulher.
Todos os dias antes de pegar no sono, costumo ouvir músicas, de preferência as mais calmas, com melodias mais suaves, dito que noite passada foram dez minutos de Ana Carolina.
De repente, vi meu telhado se destelhar. Sai para rua e que miragem.
Eu vi a Terra, o planeta azul. E só não bastasse, eu vi a via láctea. Surreal.
O céu estava tão bonito e sem nenhuma luz artificial. Eu olhava para o lado e ninguém acreditava, parecia que a Terra estava solta, não obedecia mais o Sol...Estava viajando no espaço.
Maldita a hora que a música acabou e eu acordei assustada. Tentei fechar meus olhos e fazer com que minha mente se retornasse naquele sonho, queria viajar mais e ver o quanto a imensidão é fascinante. Mas, infelizmente, não tenho esse poder (dom?).
Tudo foi questão de minuto.

Queria saber desenhar, ia colocar no papel toda aquela imagem que tive no sonho. Foi lindo. Mas não vou nem tentar fazer isso, prefiro deixar aqui escrito. Toda vez em que eu ler, vou me lembrar dos minutos em que eu estive na imensidão. Foi um acidente. Foi sem querer. 

sábado, 24 de setembro de 2016

Aos que acham que me tem em seus exércitos...

A vida é algo engraçado, não digo isso no sentido literal da palavra, mas tentando entender o quanto nos surpreendermos a cada momento em que vivemos- a. Acredito que seu eu tivesse usado a palavra “surpreendermos” no início ao invés de “engraçado”, não faria tanto sentido sobre o que eu vou escrever.
Se tem alguma coisa, que sem dúvidas eu herdei da minha mãe, foi a bondade. É difícil em um mundo tão egoísta querer ser boa, querer ajudar, estar disposta a deixar o que é do seu interesse de lado para poder ajudar alguém. Minha mãe é assim. E eu que tantas vezes vi ela deixando o que é do seu interesse para ajudar os outros, me vejo fazendo a mesma coisa.
Não escrevo por orgulho. Quero desabafar!
Não quero nada em troca, não quero reconhecimento, só quero a verdade daqueles que acho que estão do meu lado.
O duro de achar é que a gente se baseia em convicções e as convicções podem ou não ser verdadeiras.
Sou fiel aos que chamo de amigos, estou sempre ajudando, prestando a minha solidariedade e principalmente a fraternidade. São palavras grandes, mas que o ato de as praticar é simples e não precisa de formalismo.
A questão nesse ponto é que há traição dos amigos. (Sei que não são amigos). A gente se entrega, como no amor. Contamos os nossos segredos, fazemos dos momentos únicos, porém há mentira. E quando a verdade chega, ela passa como um furacão e mostra que estávamos enganados, que não estávamos seguros – estávamos em um mar de mentira.
Eu sempre acho que as pessoas são de verdade. Mas não posso acreditar em convicções, em meu achismo.
Nem todos são amigos. Nem todos são bons. Uns querem a quantidade para ter em quem se apoiar. Eu só quero os verdadeiros do meu lado.

Como já dizia, Lucas Silveira: “ alguns amigos vão apenas sumir...”. E eu acrescento, ou te deixar no exército de reserva para ocasiões possíveis. Eu não quero fazer parte desse exército, sou oposição a ele. 


                                                                                                                          Maria Laura.

sábado, 7 de maio de 2016

POEMA: MÃE

MÃE

Mulher, seu um dia eu duvidar
Da existência de Deus,
Me lembrarei de você...

Você que não hesitou
Deixar de ser prioridade,
Para que hoje eu estivesse aqui.

Mulher, você é a rainha da bondade!

Eu que tantas vezes a questionei,
Tantas vezes impliquei, mas essa é
A melhor qualidade sua que carrego comigo.

Ah, mulher...
Me desculpe por não saber colocar
Meus sentimentos nesse poema.
Eles são maiores que minha existência!

E minha existência é (pra) você.

                              Giovanna Silva

quinta-feira, 7 de abril de 2016

RESUMO: A emergência da rádio e a vulgarização do entretenimento no lar

RESUMO
A emergência da rádio e a vulgarização do entretenimento no lar
(Nelson Ribeiro)

Segundo Nelson Ribeiro, o rádio foi o primeiro meio de comunicação a entrar nos lares, apesar de ser um aparelho luxuoso, logo ficou acessível para todos, mudando a rotina das famílias e trazendo uma nova forma de entretenimento, com transmissões de noticiários, músicas, comédias, novelas e concursos, fazendo com que o lazer tivesse sua acomodação dentro das residências.
O nascimento do rádio veio com o canadiano Reginald Aubrey Fessenen, em 1907, quando depois de muitas experiências com voz e música à distância sem fio, conseguiu transmitir até 200 milhas.
Mesmo com a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos prosseguia com os experimentos de transmissões à distância, diferente da Europa que os experimentos ficaram suspenso. Da invenção do rádio até o seu desenvolvimento passaram uma década, não por falta de tecnologia, mas por encontrar uma utilidade para a forma de comunicação, que não seria individual como o telefone, mas teria uma massa de receptores.
Segundo o autor, ao longo do tempo o rádio se tornou mais que um aparelho de disseminação cultural, ele se transformou em um verdadeiro negócio. Na Alemanha Nazista, Hitler preferia usar o rádio para suas mensagens de índole ideológica, pois dizia que a imprensa escrita chegava apenas a elite. Nos Estados Unidos e na Europa o entretenimento através do rádio tinha um objetivo econômico e de divulgação de uma determinada ideologia.

O rádio chegou para mudar a forma de entretenimento da sociedade e seus hábitos. Antes as pessoas tinham seu lazer fora de casa, em estádios, anfiteatros, mas a chegada do aparelho fez com que o tempo de lazer fosse dentro de casa. O rádio abriu espaço para televisão e os outros meios de comunicação de massa, dando abertura para as indústrias culturais e uma nova cara para a sociedade do século XX.

sábado, 2 de abril de 2016

POEMA: IDEAL - MARIA LAURA

POEMA: IDEAL- MARIA LAURA

Eles não querem que eu sonhe
E nem acredite.
Propaga que o mundo,
É para elite.
Está na TV, analise para perceber
O mundo é de todos,
Mas não para todos.
Por isso canto pela minha cor,
Pelos meus descentes, por amor
Honro a minha história,
Escrevo para ficar na memória,
E luto por justiça,
Porque luto para mim é verbo,

O princípio da glória. 


                                                                                  Maria Laura


Maria Laura Vieira tem 21 anos, mora em São Paulo, mas nasceu em Salvador/Bahia. É de uma família que como todas as outras da comunidade, sonha com um futuro melhor.
Maria Laura não tem diploma de nenhuma instituição de ensino, mas tem um grande conhecimento que foi adquirido da rua, é poeta, amante da literatura, militante dos movimentos sociais a favor das minorias e SONHADORA.


sábado, 26 de março de 2016

POEMA: QUEM SOU EU?

QUEM SOU EU?

Se me encontrarem pelo caminho,
E me perguntarem
Quem sou eu?

Não saberei responder!

A todo instante
Estou mudando
Conhecendo o mundo, duvidando
E o mais importante,
Seguindo!
Seguindo em frente
Olhando para o horizonte.

E caso tudo escureça,
Sigo as estrelas
E se elas morrerem
Sigo meu coração.

E se me encontrar
No fim do mesmo caminho
Me faça a mesma pergunta...

Talvez responderei ou
Ainda estarei me questionando,
Quem sou eu?

                                                                                                       Giovanna Silva